Retrospectiva 2017 – Reuniões em discos e shows deram o tom da indústria da música
02/01/2018 - 6h06 em Música

 

Por Mauro Ferreira, G1

RETROSPECTIVA 2017 – Luan Santana teve mais um ano de sucesso. Nego do Borel viveu pico de popularidade ao longo de 2017. A rigor, Luan Santana e Nego do Borel não precisaram um do outro para se manter em evidência no universo pop. Mas o neosertanejo romântico Luan e o funkeiro Nego uniram forças, vozes e popularidades na gravação de música inédita, Contatinho (Umberto Tavares, Jefferson Junior e Romeu R3), lançada em single no dia 15 deste mês de dezembro.

A junção de Luan e Nego exemplificou a tendência das colaborações em discos, uma das tônicas da indústria da música ao longo do ano. Logo no início de 2017, em janeiro, o lançamento do single com a música Loka(Rafinha RSQ, Kayky Ventura, Simone e Simaria), gravada por Anitta com a dupla Simone & Simaria, expôs essa tendência, que já vinha de anos anteriores.

O próprio Nego do Borel já se uniu com a mesma Anitta e com Wesley Safadão na gravação de Você partiu meu coração (Umberto Tavares, Jefferson Junior e Romeu R3), música também lançada em single em janeiro. Até a cantora e compositora Marília Sertaneja, campeã de audições nas plataformas de streaming, se juntou com a dupla Bruno & Marrone na gravação de Transplante, música inédita da artista goiana, lançada em novembro.

As colaborações foram recorrentes em discos feitos por cantores que transitam no mainstream do mercado fonográfico, disputando o mercadão da música pop brasileira, dominado por gêneros como sertanejo, funk e reggaeton (não por acaso, três ritmos onipresentes nas músicas gravadas por mais de um artista).

 
Tiago Iorc e Milton Nascimento (Foto: Divulgação)Tiago Iorc e Milton Nascimento (Foto: Divulgação)

Tiago Iorc e Milton Nascimento (Foto: Divulgação)

Contudo, essas uniões não ficaram restritas aos artistas mais populares. No circuito de shows, a junção de artistas de públicos distintos (e às vezes de diferentes gerações) foi estratégia providencial para manter aquecido um mercado afetado pela crise econômica. Estrelas da MPB também se juntaram em cena.

Por mais que as razões artísticas possam ter sido mais relevantes do que as comerciais, o fato é que as inéditas (no palco) reuniões de Caetano Veloso com os três filhos (em show que gera o DVD Ofertório em 2018), de Gilberto Gil com Gal Costa e Nando Reis (em show, Trinca de ases, também gravado ao vivo em novembro para gerar DVD em 2018) e de Milton Nascimento com Tiago Iorc (em show alavancado pela gravação do single Mais bonito não há, música composta pelos dois artistas em parceria e lançada em outubro), para citar somente três exemplos de shows gregários, movimentaram as bilheterias, mobilizaram o público (dos respectivos artistas) e reforçaram a tendência colaborativa do universo pop em 2017. A união fez e manteve a força mercadológica ao longo do ano.

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